Once upon a time, there was a boy and a girl.
Uma vez no tempo, surgiu neste mundo um rapaz e uma rapariga. Qual Eva para seu Adão. Um dia, conviveram e conviveram e conviveram. Mas só um ano depois se conheceram.
E de que serviu isso?
A rapariga perturbada nem sabe o que sente, teme sentir mais do que pensa, teme o seu olhar quando é recíproco, teme tudo, e por isso nada faz. Limita-se a olhar. Ou a tentar passar despercebida enquanto o mira.
Tal como a rapariga está confusa, também o texto assim o está. As palavras não soam correctamente, nada sai como devia. Ou sai bem demais.
O que de facto se passa é que este rapaz e esta rapariga conviveram na mesma sala de aula durante um ano, apenas numa disciplina. Quando ambos se tornaram membros da mesma turma, ela conheceu-o. Se ele chegou finalmente a conhecê-la? Não posso falar de algo que não sei. Simplesmente ela o olha e vê os seus dois "eus". É quase como Blimunda Sete-Luas, tenta vê-lo por dentro.
Como a vida já lhe trouxe dissabores e como a vida lhe deu muita imaginação, esta rapariga teme ver nos olhos dele aquilo que deseja, em vez daquilo que é real. E por isso esconde-se dos seus sentimentos, prende-os numa gaiola para que não possam crescer. E às vezes liberta-os, num impulso desmedido, procurando descortinar aquilo que ela ainda não aprendeu a ver: o que realmente sente um homem, um ser que se esconde de si e dos outros com medo do que possam vir a pensar dele.
Era uma vez uma rapariga e um rapaz que pertenciam a dois mundos diferentes. O mundo do desporto e o mundo do intelecto, mundo que separa também as ligações. Os amigos pertencem a esses dois mundos diferentes, através de amigos comuns não podem aproximar-se.
E ela não sabe o que sentir, nem o que ele sente. Ele tanto oscila em olhar para a gaja boa da turma e dizer com os olhos "já te comia toda", mas quem é a menina para sentir ciúmes, quando ela pensa o mesmo, exactamente por ver o seu claro tronco?
Depois olha-o nos olhos, momentos de milésimos, onde os olhos trocam e ela pensa que sentem o mesmo. Mas depois ele abraça as amigas, ela sente ciúmes. Ciúmes tão fortes que a fazem desejar ser, pelo menos, amiga dele como elas são e a levam a desviar a cara para não sofrer. E ela fica sem saber como deve de reagir para mostrar que sente ciúmes. Sim, porque há quem tente conquistar através de manobras de ciúmes. Mas com ela isso não funciona, porque não sabe como se deve portar. Até porque ela vê os seus dois "eus", ela tanto vê o "eu" que ele assume porque tem de ser, de acordo com a sua posição na sociedade, a sua idade. Ela conhece a máscara, mas quer conhecer o anjo da música por trás dela. É o seu fantasma da ópera e o seu raoul, e a Christine quer descobrir se o que vê é verdade, se os dois eus realmente estão lá, se quando o olha ele tira a máscara.
Ela já reparou que ele só olha com olhos sem máscara quando ninguém os vê. No outro dia tiveram um momento. Ela nunca esquecerá a sua boca tão milagrosamente branca e os seus olhos intensamente adultos e maduros a sorrirem para ela. E é tudo o que tem para justificar os sentimentos que tem e que esconde, porque desconhece a sua força, porque tem desejos obscuros que receia não se concretizarem por pensar neles.
Ela tem vergonha de assumir o que tem dentro do coração a palpitar, ela não assume a ninguém o que pensa sentir, tem medo de sofrer mais uma vez e passar vergonha por mostrar algo que sente a quem não sente isso por ela. Mas pela primeira vez teme seriamente não tentar nada com ele. Com outros sempre sentiu algo que lhe provocava menos medo, e se o perdia naquele momento, mais tarde o agarraria, mas agora teme perder o momento, este momento! E a angústia e a vergonha ocultam a paixão e o amor.
"It's not a matter of luck, it's just a matter of time"
Edge of the Earth - 30 Seconds to Mars
"Take my heart and take my soul. I don't need them anymore"
The One I Love - The Rasmus
"Mary was the type of girl she always like to play a lot
Mary was the type of girl she always like to fall apart
Tell me did you see her face?
Mary was becoming everything she didn't want to be
Mary were allucinate and see the sky upon the wall
Mary was the type of girl she always like to fly"
Buddha for Mary - 30 Seconds to Mars
This is the story of my life...
Ao ver imagens desta década que passou, vejo que foi uma década repleta de infortúnio e desgraças. O que me leva a pensar que esta década será melhor, mas que temos de nos esforçar para que isso se realize. Não só temos de possuir um espírito esperançoso e positivo, como temos de condenar as más acções do Homem, tanto em guerras, em atques terroristas, homicídios, etc., como também em termos ambientais (ou acham que as catástrofes naturais a que temos assistido acontecem por acaso?).
Temos de partir para uma década de consciência e acção.
Porque juntos somos fortes.
Porque juntos somos imparáveis.
É durante a quadra natalícia que penso nisto e reflicto sobre o Natal, tal como toda a gente o faz e assim como todos nesta altura do ano se tornam amigos de todos e sorridentes para os inimigos e ajudantes dos desconhecidos.
O Natal, tal como o vivemos nestes anos, precisa de uma séria revolução, tanto de mentalidades como de tradições.
Eu sei que este Natal, tal como é celebrado, dificilmente mudará, até porque todos nós fomos educados para sermos materialistas e adorarmos mais receber prendas do que oferecer.
Temos de contextualizar as tradições de Natal para perceber como eu tenho razão: as tradições estão desactualizadas.
No Natal é tradicional juntarmos a família. Esse ponto eu defendo que se mantenha, pois o Natal antigamente celebrava-se no Inverno, numa altura em que os camponeses ficavam fechados em casa , o que convidava à união, ao convívio. Hoje em dia, as pessoas raramente em casa, tornando o Natal uma época urgente, não só quando é celebrada, mas também ao longo do ano. Também há familiares, espalhados por esse mundo fora, daí que seja preciso um regresso à pátria-mãe, para rever a família, pilar importante na nossa vida.
O Natal é a celebração do nascimento de Jesus, como tal, uma celebração cristã. A sociedade tem-se esquecido disso, dando ênfase à figura do Pai Natal, a quem confere omnipotência, como se fosse um deus, pois é a forma de nos vangloriarmos por oferecermos brinquedos às crianças, já que fazemos o trabelho dele. Admito que melhor seria fazer ver às crianças que não há Pai Natal, mas sim que houve S.Nicolau e contar a sua históriam ao invés de explicar que o Pai Natal desce pela chaminé quando os prédios proliferam.
Mas o melhor seria celebrarmos o nascimento do Menino Jesus, e explicar às crianças que Ele é tão bom que, tal como a minha mãe me disse, no dia em que se comemora o seu nascimento Ele oferece presentes aos meninos. Mas também deixará dúvidas, já que nem todos os meninos recebem presentes. Também nós temos de ser como Ele e oferecer ajuda aos mais necessitados, dando-lhes o que precisam. Mas não só no Natal, todo o ano! Porque o Menino Jesus é um exemplo a seguir.
Antigamente, talvez até ao tempo dos nossos avós, os camponeses e pesacadores (maioria da população) comiam muito mal ao longo do ano, e apenas aquilo que a natureza oferecia, daí que em dias especiais comessem em maior quantidade, por isso temos pratos tradicionais para os dias festivos. Ora, nós vivemos numa sociedade em que muitos têm muita comida e andamos todos os dias a tentar alimentarmo-nos de forma saudável, mas nem por isso deixamos de comer tanto, o que me leva a pensar por que é que no Natal, na celebração do nascimento do Menino Jesus, não pensamos na pobreza e humildade em que nasceu e reflectimos na riqueza que temos? Devemos ser humildes, jejuar ou comer pouco, e ajudar os que têm pouco a comer melhor, fazer um sacrifício por quem sacrificou tudo por nós! Eu sei que a ocasião é de festa, e que festa é uma ideia associada a muita comida, mas temos de alterar essa mentalidade.
Acho bem que se façam jantares para os sem-abrigo e os pobres, porque esses sim, passam fome e merecem um actop de bondade. Infelizmente, isso só acontece uma vez no ano.
E isso é algo que, igualmente, terá que mudar. Todos os anos chega a quadra natalícia e os homens e as mulheres são invadidos por um espírito de bondade e igualdade, ou seja, de amor. É nesta altura que a Humanidade é hipócrita, desejando Boas Festas aos inimigos, ou a estranhos, chegando ao dia 2 de Janeiro (embora o Natal propriamente dito só acabe no dia de Reis) em vez de manter o espírito, espezinhando os outros novamente.
Ainda bem que existe Natal, porque vem ensinar todos os anos aquilo que todos os anos é esquecido mal o Natal termina. Natal devia ser todos os dias, e não "quando o Homem quiser", lema só utilizado quando alguém decide oferecer uma prenda a outro alguém. Todos os anos, esta época "obriga" os Homens a amarem-sem, mas isso devia ser algo existente todo o ano, ensinado e educado e, essencialmente, cumprido por todos.
Outro hábito que considero errado é o de oferecer prendas aos adultos. No Natal incutiram-se as prendas devido à proximidade com o dia de S. Nicolau (6 de Dezembro), o santo que ficou popular por oferecer prendas. Ora, se queremos cumprir a tradição como deve ser, devíamos oferecer brinquedos e chocolates às crianças. Até porque a sociedade é tão consumista que passamos o ano a oferecer prendas àqueles de quem mais gostamos, ao pai, à mãe, aos avós, ... O verdadeiro espírito de Natal não é os presentes, mas sim a união e o amor entre as pessoas, entre os povos, entre a Humanidade. E mesmo que se queiram oferecer prendas, que tal oferecer algo feito por nós? Mas a sociedade até neste aspecto é injusta, porque valoriza mais algo comprado, do que algo feito individualmente, porque não tem (ou a sociedade quer dar a entender que não tem) tanta qualidade como algo impessoal e estandardizado que foi comprado numa loja. É a cruel preferência do "parecer" ao invés do "ser". É mais giro que os nosso filhos nos ofereçam um postal todo bonitinho, escrito e feito pelas professoras, mas assinado por eles, num canto escondido, do que um típico desenho de uma criança!
Ou seja, aquilo que eu pretendo para um Natal é a celebração do nascimento de Jesus, com um presépio em casa e sem pinheiro, um costume pagão. A família tem de se aproximar e juntar neste dia especial, oferecendo briquedos às crianças, comendo moderadamente, pensando nas duras condições em que o Menino Jesus nasceu.
Ah! E nada de iluminações nas casas e nas cidades. Isso é uma tradição criada devido ao medo instintivo que o Homem tem dlo escuro e que procura superar deste modo. E é um desrespeito para aqueles que não comemoram o Natal.
É pena ver que há mais símbolos do Pai Natal do que de Jesus. E que agora surgiu a moda dos estandartes, que infelizmente para muitos é só mais uma moda...
Procuremos, antes, boas conversas, gargalhadas, brincadeiras e jogadas à volta de uma lareira quentinhas, que aquece os espíritos mornos desta sociedade que precisa de uma revolução forte dos seus pilares egoístas e sovinas...
Já há tanto tempo que não escrevia aqui!!!
Enfim, preguiça, vontade nenhuma de me enfiar na net, preguiça, preguiça, falta de inspiração e trabalho...
Actualizando, ENTREI PARA O PROJECTO LIMPAR PORTUGAL!!! Acho que todos deviam entrar, por várias razões:
- conhecemos pessoas
- não temos de nos deslocar para muito longe (trabalhamos no nosso concelho)
- fazemos exercício xD
- não temos de pagar nada
- estamos a fazer um favor à comunidade
- estamos a garantir o nosso futuro e o das gerações vindouras
- o dia 20 de Março de 2010 é um sábado
- ...
Enfim, a chuva inspirou.me...
Até um dia!!!
Não é tão bom passear pela relva e sentir os nossos pés a serem beijados pelas gotas?
Não é tão bom ver gotas de orvalho nas folhas?
Não é tão bom ver o reflexo do sol na gota que te soori pela manhã?
Não é tão bom estar sentada no chão de madeira e ver a chuva a cair lá fora?
Não é tão bom ter nas mãos uma chávena de chocolate quente, fechar os olhos e escutar a violência da chuva no telhado?
Não é tão bom estar toda coberta e adormecer ao som da chuva?
Não é tão bom olhar lá para fora e ver as plantas ainda mais verdes, ao toque da água que vem do céu?
Não é tão bom ser apanhada desprevenida no meio da rua e vir alguém a correr para ti e beijar-te?
Não é tão bom brincares à chuva, correr, deixar-te guiar pelos teus sentimentos, e chegar a casa e tomas um banho quente?
Não é tão bom apanhar frio lá fora e vires cá para dentro e estar no paraíso do calor?
Não é tão bom ver a chuva?
5/10/2009
JT
Bah, já tinha saudades da chuva... Farta da seca :'D

HAPPY BIRTHDAY TO YOU, HAPPY BIRTHDAY TO YOU, HAPPY BIRTHDAY DEAR MIKEY!!!!! HAPPY BIRTHDAY TO YOU!!!!!
O Gee já é pai!!!!
O Gee já é pai!!!!!
O Gee já é pai!!!!
Estou tão feliz!!!
Parabéns ao Gerard e à Lin-Z!!!!!!
Muitas felicidades!!!!

Ele entrega-lhe um ramo no dia do seu 15ºaniversário. Ela escreve no seu diário os seus sonhos de grandeza, o seu desejo de ser diferente, a ânsia de ser uma estrela.

Quando se conheceram, ele, Peter, ela, Anne, não surgiu uma ligação entre os dois. Mas o amor tem de ser construído. A voluntária reclusão levou a que as duas almas se unissem. Num mundo marcado por extrema dor, extremo sofrimento, eles tiveram a coragem e a ousadia de construir, entre as ruínas da infelicidade de milhões de pessoas inocentes, entre as ruínas do pãozinho sem sal Margott (não querendo ofender a sua memória), entre as ruínas dos casamentos sem amor dos pais (pelo menos sem aquela paixão forte), um amor feito de sonho, carinho, fraternidade.
Quando se conheceram, Peter era apenas um rapaz tímido, absolutamente fechado, que mal falava, e que se refugiava nos seus trabalhos de carpintaria. Anne era quase o oposto. Um bocadinho superficial, tagarela, chata, carente da atenção que o seu sorriso lisongeador provocava nos rapazes e com a mania de dar opiniões quando não era adulta (opinião, claro, dos adultos). Dentro de um Anexo Secreto holandês, na esperança de escapar a uma guerra que mais civis matou que soldados, duas famílias e um dentista se refugiaram, para que pudessem ser sobreviventes do genocídio de Hitler. Para fugir à injustiça e ao inferno que a Europa se tornara, em vez de arriscarem a vida fugindo para países neutros, mas que depressa poderiam ser ocupados, a família Frank decidiu esconder-se no escritório do pai, acolhendo outra família e um conhecido. Em vez do egoísmo de se dirigirem para a Suíça, onde tinham um familiar, escolheram o altruísmo de partilharem uma pequena casa com outros judeus que poderiam padecer do sofrimento daqueles que, desprotegidos, foram apanhados e levados para os campos de extermínio.
Quando se conheceram, não adivinhavam o que o futuro lhes aguardava. Mal sabiam que tudo iria começar com um olhar. Um olhar apenas, um olhar suplicante, um olhar a pedir carinho, um olhar também penetrante, igualmente profundo e amável que se dirigia a Anne. E ela não deixou de reparar nele.
"Não entendo, fazemos algo de mal?"
"Apenas não leves as coisas demasiado a sério, é isso que o teu pai está a tentar dizer."
Anne começou a tentar penetrar na alma de Peter, descobrir o que está por detrás da sua máscara. Ambos eram crianças quando ao esconderijo chegaram, e ambos passaram por muitas transformações, tornando-se adolescentes com muitas dúvidas, mas também, adolescentes solitários. Após muitas noites de choro, muitas noites na cama de Pim, para conseguir dormir sem ter a surpresa dos pesadelos na sua alma, Anne começou a reparar na solidão de Peter, e no amor que os seus pais não lhe davam. Ela começou a desejar, talvez numa maneira maternal, mimar aquele rapaz, mostrar-lhe que não está sozinho.
E a infelicidade de dois corações oprimidos por causa da guerra tornou aqueles dois tão felizes, pois amigos se tornaram. Discutiam sobre tudo, tiravam as suas dúvidas, aquelas que os adultos não desejam tirar, e falavam sobre os seus verdadeiros eus. O que Peter mais gostava nela era o sorriso.
As mães dos adolescentes, mulheres infelizes por amarem e não serem amadas, invejosas da felicidade dos filhos, não viam com bons olhos as idas de Anne e Peter ao sótão. A senhora van Pels, porém, adoraria ter Anne como nora, pois ela espicaçava os adultos falando do casamento entre os dois.
A verdade é que no meio da amizade que se construia forte, uma pequena florzinha saía de sua semente, semente pousada no ar, nas nuvens do sonho dos dois, e ela desabrochou um pouco a medo, um pouco assustada. O amor nascia no Anexo Secreto.
"Acho que já sou velha o suficiente para tomar as minhas decisões. Aíás, ele gosta do meu sorriso."
Eles também discutiam aquilo que gostavam um no outro. E Anne apaixonou-se por esta oportunidade de ter alguém em quem depositar o seu coração, apaixonou-se pelas conversas que tiveram ao pôr-do-sol, pois as palavras saem mais facilmente quando o sol não é tão forte.
Um beijo apenas, muito tímido, muito a medo. Era a declaração, era o olhar que tudo ditava. Ele, ainda tímido, ainda a medo, agarra-se a ela. Ela, feliz, arrepiada pelo que fez, beija, quase como se fosse um sopro, o seu pescoço, e assim ficam abraçados, debaixo de uma manta, por causa do frio, sentados em frente a uma janela, escutando os sinos. A ternura é vísivel, é mágica, é felicidade pura num só gesto, numa só carícia.
"Miep, quando é que soubeste?"
"Soube? Ah! Talvez, quando ele me beijou."
Eu também sonho, anseio pelo dia em que alguém me dirá que adora o meu sorriso. Alguém que eu possa abraçar, que possa ser o meu porto de abrigo, alguém que eu possa acarinhar, alguém que sinta nos meus braços, alguém para escutar a melodia do seu coração e sentir a sua respiração quente na minha pele fria. Espero pelo dia em que alguém me ofereça algo, ou faço algo por mim, e que valha a pena, por causa do meu sorriso. Porque o sorriso é o melhor que nós temos. Assim como os olhos. Alguém um vez me disse que os meus olhos parecem rir, mas neste momento os meus olhos parecem chorar. Choro de saudades da infância, quando pensava que poucas pessoas no mundo eram más. Mas agora que cresci vejo que é o contrário, e temo que faça outra má escolha e deposite a minha confiança e o meu coração em alguém mau. Desejo, do fundo do meu coração, espreitar o horizonte e descobrir que lá se encontra aquele por quem o meu coração espera, petrificado. Anne Frank também suspirava por outro Peter. No entanto, tinha muitos admiradores. Mas o que ela queria era amigos. Amigos verdadeiros. E o Peter que ela beijou pôde ser, por algum tempo, esse seu amigo.
Também queria que o rapaz por quem espero fosse um dos meus melhores amigos. Queria que ele me convidasse para dançar, ao som de uma balada, talvez a "The Ghost of You", não pela letra, mas pelo som. Ou então, ao som de uma música que ambos gostássemos. Gostava de poder encostar a cabeça no seu peito, gostava que ele me beijasse num dia de muita chuva, todos molhados, acariciados pelo toque fresco e suave das gotas, que nos teriam apanhado de surpresa. Ai, se o meu primeiro beijo fosse assim! Percorreria com ele o mundo, agarrar-me-ia a ele sempre que tivesse medo, chamaria por ele à noite, e faria outra coisas que a minha imaginação ditaria... Esperarei por ti, qual Bela Adormecida, ou Branca de Neve, ansiando pelo teu beijo. Espero que não surjas tarde de mais. Espero que sejas tal como te imagino. Nem perfeito, nem com muitos defeitos, mas excelente para ser meu companheiro. Se estivermos destinados a estar juntos, encontrar-nos-emos na altura própria. Até lá, anseio por ti e espero superar as tuas expectativas.

Mas Anne não teve um final feliz. Ela queria ser escritora, queria ser uma mulher moderna, ser diferente, não viver só para o casamento. Queria ser actriz, queria que todos a conhecessem, ser famosa. E conseguiu. Pelas piores razões. Ela e os outros foram denunciados, foram presos e escravizados como os outros judeus. O diário sobreviveu, para contar a história, assim como Otto Frank, o pai, o Pim. Anne e a irmã morreriam duas semanas antes da libertação do campo onde se encontravam, vítimas da ironia do destino.
(texto inspirado no filme "Anne Frank The Whole Story" e no "Diário de Anne Frank". Citações do filme.)
Este Verão está a ser um dos melhores da minha vida. Como tudo na vida, tem vantagens e desvantagens, e a única desvantagem que vejo nestas férias são o afastamento dos meus amigos, já há muito que não passeio com eles, e já há muito que não falo com eles pela internet, apesar das imensas saudades. Ah, é verdade, e o facto da minha vizinha não vir jantar a minha casa é outra desvantagem! Mas isso é outra história...
Um dos meus sonhos tem sido, desde sempre, conhecer o meu país. Quer dizer, dizem.nos que devemos conhecer-nos e amar-nos antes de termos uma relação com alguém. Da mesma forma, eu acho que devo conhecer o meu país antes de querer conhecer o mundo, se bem que esta regra já foi quebrada uma vez.
Este Verão tenho realizado esse sonho. E outros! Já comprei um DVD Disney, um dos meus sonhos, recebi o livro da Anne Frank, realizei um sonho até no youtube!!!!
Depois de uma onda de azar que sofri, isto tem vindo a calhar!
Mas o problema é que tudo no mundo é temporário...
que é a minha vida.
Já há muito que queria vir aqui. Por muito tempo me contive para não vir aqui de cabeça quente, para não ser aos olhos do leitor mais uma vítima, embora me sinta como tal. Após muito tempo de reflexão, percebo que sou pobre e mal-agredecida, afinal não é qualquer um que na minha idade publica um livro, mas mesmo assim sinto-me revoltada, sinto-me mal com tudo isto. Talvez se deva ao facto de ter sido filha única, e querer sempre atenção, mas não gosto do facto de ser deixada sempre para segundo plano, que nem é segundo, é mesmo o último, raramente se lembram de mim. E ainda por cima a Inglês, a disciplina na qual sou a melhor, este ano tenho vindo a andar para o torto, os testes são uma desgraça, na prova oral a professora quer roubar-me na nota, esforcei-me por chegar sempre a horas, cheguei sempre cinco minutos atrasada e a relação da professora para comigo piorou desde que soube que era filha de uma ex-colega dela... Nem naquilo em que sou melhor me destaco!
E depois aquilo que me dava motivação para continuar em frente, desaparece assim, num piscar de olhos, num estalar de dedos. A escola não me motiva, tanto pelas notas, como pelo facto de não me ligarem alguma, como também por ser demasiado "rica" para obter uma "bolsa de mérito"... Nem sei como irei estudar na univerdade, até as bolsas de estudo nas universidades estão a por de lado as notas, para privilegiar os rendimentos...
A família nunca se motivou tanto como devia. Na primária, a minha mãe ainda se interessava, agora, nem as notas dos testes sabem, e depois contestam quando descobrem uma mais fraca, ou quando a nota no final do período não é a que esperavam...
Eu apenas continuo em frente na esperança de um dia ser notada por alguém. É que só em Geografia me sinto como alguém que é boa aluna, uma das melhores. Apesar de o ser noutras disciplinas, não o sinto por ser afastada do pódio, que é pequeno demais para mim, só lá cabe uma pessoa.
A única coisa que me faz sentir feliz é a amizade que tenho pelas pessoas. É nisso que sinto que sou boa. E é a única coisa que me faz neste momento sentir um pouco de felicidade.
Eu sei que a vida é injusta, mas por que tem de ser tão injusta para certas pessoas? Lembra-me a outra metade da medalha da qual sou feita, também ela sofre, e até mais do que eu, ao contrário dela, não conseguiria fazer o que ela fez e faz e não aguentaria as injustiças de que padece. Por mais que continuasse a escrever, nunca seria o suficiente para relatar ao pormenor todo o sofrimento dela.
E eu, ao contrário do melhor da turma, não vivo só para a escola. Faço tarefas domésticas, e os meus pais queixando-se que nada faço lá por casa, sou presa dentro da casa dos meus avós todas as tardes (e farta de lá estar estou eu), sou proibida de sair, tanto à noite, como de tarde, o que me vale é que os meus amigos só saem nas férias, e só posso sair também nas férias, mas rara a vez que saio à noite, nunca para ir a discotecas ou algo do género.
Sinto que a vida avança e que não a aproveito, tudo em prol da escola e das boas notas, ficando a minha felicidade para segundo plano, ou melhor, para último.
Nem sei para que estudo. Nem sei como não entro em depressão. Nem sei como não me mato. Quer dizer, isso até sei. Porque eu sou contra o suicídio, isso não é solução para ninguém, além disso estaria a ser hipócrita se o cometesse.
Mas para que é que estudo, se eu sou boa no canto e na representação e não irei estudar isso? Se o que eu desejo é ser cantora e actriz? Por que é que os meus pais gostam tanto de me cortar os sonhos? Por que me dizem que é difícil viver disso, se eu já o sei? Por que não me dão uma chance?
Por que não tento eu, sozinha?
Se soubesse como...
"- Está frio!
- Eu não tenho assim muito...
- Fogo!
- Já estou habituada ao frio..."
Há um mês que ele se foi, e ainda não recuperei. Espero a chegada de outro ser como ele para amar, para acarinhar, e para fazer tudo aquilo que não fiz com o Boris.
Desde a morte dele, que o meu corpo gelou. Literalmente. Sinto frio, muito frio. Eu sei que a minha casa é fria, que o espaço à sua volta é frio, mas nunca senti tanto frio na espinha como aquando da morte dele. E ainda sinto o frio. Penso nele, e o frio vai-se um pouco. Mas o frio está lá. E eu sei que estará até arranjar outro cãozinho. Não o eliminará nunca do meu coração, mas será alguém que tomará o seu lugar e me apoiará. Será alguém que me ouvirá.
Sinto falta de desabafar em casa... De poder estar abraçada a ele quando estou triste...
Ele chegou a ver duas lágrimas saírem de minha face... Não me lembro por que saíram...
A minha mortificação aumenta porque tenho aquilo que desejo. Aquele momento em que sabemos que vai sugir um beijo, que se vai dar o culminar do desejo. Que sofrimento, o momento chegou e beijei-o. Maldita a hora em que o fiz. Mentiria se dissesse que não tinha gostado. Mas arrependo-me de o ter beijado.
Porque não quero gostar dele mais do que por amizade, porque sinto por ele sentimentos contraditórios, porque ele é a tentação à qual a minha carne não resiste... porque meu espírito se fechou no convento da vida. Porque ele é meu amigo, mas quando estou com ele, desejo poder fazer coisas que só os amantes, só os namorados fazem. Apetece-me abraçá-lo, dar-lhe a mão, brincar...
Morro por dentro, e não o desejo. Mas o sofrimento é grande e esquecido quando me encontro a seu lado. E ele é tudo o que não quero, muito menos o coração, que se fechou para abrir, nem eu sei quando.
E este sábado outro momento veio. Eu estava com a cabeça no seu ombro, já nem sei que disse ele, só sei que me esqueci da frieza do banco, da minha amiga a meu lado, dos outros de pé... Ele disse algo, e eu olhei em seus olhos, ele olhou os meus, e parecia que desejávamos o mesmo. Foi como se o tempo parasse por uns segundos. Foi como se só existissem aqueles olhos castanhos, que escureceram só de olhar para os meus, só naquele momento.
Aquele momento voltou a existir. Mas o ósculo não se sucedeu. Ainda bem. Sinto-me mal por não gostar dele tanto quanto o meu desejo de fazer... Porque para mim, beijos e carícias só os namorados dão, pelo menos o que nós fazemos. Mas estou a ser hipócrita ao pensar assim, se faço tudo isto com os meus amigos, retirando, claro, os beijos. Talvez me sinta mal porque o conheço há pouco tempo. Mas basta um segundo para que tudo mude...
Nem sei qual a minha mortificação. Mas sei que me sinto mal... Talvez porque ele está distante de mim, e porque eu já sofri o suficiente com relações dessas para não querer outra, para não acreditar nelas...
Só espero que o amor entre o casal que eu cá sei não seja afectado por esta negatividade da qual me esqueço quando estou ao lado dele...
"It won't help if you wait for me.
Frozen in time, yearning forbidden wishes.
Damned and divine.
Scars of my broken kisses.
What will follow if tomorrow's blind?
My eternal night.
As the wind takes me away from you...
On the road to your own perdition,
I may see you again..."
.' Humanity
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